1- Só os sentimentos das mães são importantes. Não cai nessa furada.
2- Homens não sabem cuidar de criança. Quem não sabe aprende ! Quem aprende certamente se sentirá um homem adulto.
3- Homens que se dedicaram aos filhos desde o inicio ficaram fora do mundo do trabalho e são vistos como frágeis.
Conversa para boi dormir. A vida existe para ser vivida, ter filho faz parte dela. Reorganize sua relação com o trabalho, isto lhe dará mais confiança e independencia.
4- Os bebes muito novos não precisam de pai só de mãe.
Esta tolice é uma das crenças mais comuns. Saiba : vivemos de ciência e hoje existem muitas pesquisas que nos dizem exatamente o contrário.
5- Seja um pai como foi o seu.
Deste jeito todos nós estaría mos nas cavernas.
MUDE TUDO ISTO
1. Dedique algum tempo para refletir como a paternidade lhe afeta. Pense em sua relação com seu pai e a de seu pai com seu avô. Sobretudo partilhe seus sentimentos com outros homens que viceram ou estão vivendo a mesma situação.
2. Estabeleça formas de se vincular a seu filho(a) desde o inicio. Depois que nascer fale com ele(a) de todas as formas possíveis.
3. Aprenda a cuidar do bebe. Dar banhos, trocar fraldas, alimentar são momentos importantes para se estabelecer contatos.
4. Reorganize sua relação com o trabalho e estabeleça horários fixos(se possível) para estar com o bebe. Com o tempo voces irão descobrindo como o vinculo esta se estabelecendo.
5. Existem muitos modelos de pai a sua volta : o de seu pai, avo, tios, professores, enfim. Observe-os veja o que há neles e que voce identifica, estabeleça o que não lhe agrada e apartir daí crie junto com seu rebento seu próprio modo de er pai.
APRENDA
A grande maioria dos homens quando se torna pai guarda para si uma série de dúvidas e questões. Diferentes das mulheres que partilham entre si suas experiencias pessoais, estes homens sentem em silencio.
O que eles sentem provém da própria experiência de se ajustarem a idéia definida pelo que a sociedade definiu como sendo paternidade.
É importante desmistificar todas estas idéias e saber que a paternidade se forma no vinculo que cada homem forma com seu filho ou filha. A paternidade não é uma entidade fixa definida a priori, particularmente sobre o que é ser um bom pai.
A partir do terceiro ano de vida da criança um homem pode ter idéia do vinculo paterno que vem formando com sua cria. Ele passa a ter noção do lugar que ocupa, de que este lugar não pode lhe ser tirado por niguém e que só ele pode faze-lo crescer.
Sete MEDOS comuns que estabelecem para um homem o que ser um bom pai:
1-Dúvidas sobre sua capacidade de dar segurança a crainça e a familia ;
2-Suas emoções diante do parto da esposa, dúvidas sobre como irá reagir, como deverá proceder na maternidade e sala de parto;
3- Como desempenhar bem seu papel de pai no cotidiano, é uma questão recorrente para os homens ;
4-Caso venha a morrer como ficarão meus filhos e esposa ?
5-Como cuidar da saude da esposa e da criança adequadamente ;
6-De que maneira lidar com a relação mãe-bebe sem sentir-se excluido ;
7-O que acontece com uma mulher nas primeiras semanas que tem o bebe ? O desejo sexual irá acabar ? O que mudou temporariamente em seu corpo ? Como lidar com esta situação ?
Saúde
Segundo o Mendiscrimination(EUA) um homem, na América, é discriminado em várias áreas sociais. Porém, no campo da saúde a coisa é séria. Vejam isto:
Os homens morrem em média 7 anos mais cedo que mulheres. Antes dos 65 anos de idade, eles têm três vezes mais probabilidade de sofrer doenças do coração e duas vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que as mulheres.
As mulheres vão a consultórios médicos cerca de duas vezes mais do que os homens. Grande parte dos tratamentos de saúde que fazem são realizados em hospitais o que elevam as taxas de sucesso nos tratamentos.
Os homens não sabem diferenciar níveis de gravidade de seus estados de saúde o que eleva enormemente os riscos de morte prematura.
Causas externas são uma das principais responsáveis pela morte dos homens. As profissões de alto risco são predominantemente desempenhadas por homens.
Todo este cenário se agrava porque os homens se expõem em excesso em situações autodestrutivas.
Câncer de próstata
Depois dos 50 anos, muito homem vive uma preocupação: o câncer de próstata. E há razões para este receio, pois, quando surgem os primeiros sintomas já não há tratamento curativo.
É fundamental realizar exames periódicos.
Até completarem meio século de vida, raro são os homens que se preocupam com a saúde da sua próstata, desde que este órgão desempenhe uma das suas funções essenciais, produzir o líquido que dá mobilidade aos espermatozóides.
Depois dos 50 anos a coisa muda de figura e o pavor do carcinoma começa a ser um tormento para muitos. E há razões para isso, pois este tumor maligno já ocupa o segundo lugar nas doenças oncológicos que atingem o sexo masculino, logo a seguir ao câncer de pulmão.
Este receio, algumas vezes infundado, é alimentado pelo fato de o câncer de próstata ser um problema que raramente apresenta sintomas.
"Quando começam a ter sintomas do tumor maligno, das ramificações para além da próstata, nessa altura já não há tratamento curativo", alerta o Dr. Fernando Calais da Silva, diretor do Serviço de Urologia do Hospital do Desterro.
A necessidade de urinar mais vezes e com menos força, e a sensação de que não se consegue esvaziar completamente a bexiga são alguns dos sinais que podem indicar que algo está afetando a próstata.
O PSA E A BIOPSIA
A biopsia é o exame que permite tirar a prova dos nove, mas antes deve ser feita uma simples análise do sangue, o PSA (dosamento do antigênico prostático específico), cujo resultado indicará se é necessário recorrer à biopsia.
A detecção precoce do tumor é a única forma de prevenir o agravamento da doença, porque se o carcinoma ainda estiver circunscrito à próstata é possível travar a disseminação do tumor.
As formas de o fazer passam pela radioterapia, braquiterapia e ablação totais da próstata. No entanto, estes tratamentos não erradicam para sempre o problema.
"Podemos dizer que ao fim de 10 anos de tratamento, 85% dos doentes estão livres da doença, mas não podemos dizer que estão 'curados', porque este é um problema genético, está nos genes e há sempre a hipótese de reaparecer, mesmo depois da cirurgia", constata este especialista.
Por ser um terapêutico em longo prazo, algum dos doentes não são referenciados para tratamento. Se o doente tem mais de 75 anos e não apresenta sintomas, os urologistas tendem a não prescrever o PSA, assim como qualquer tipo de tratamento, porque "o doente vai acabar por morrer com o câncer, mas não do câncer. Além disso, as drogas não estão isentas de efeitos secundários, nomeadamente a nível cardiovascular", refere o urologista. Se a doença não for diagnosticada e controlada a tempo, as conseqüências do avanço do câncer na próstata serão mortais.
EXAMES PREVENTIVOS.
Em nenhuma parte do mundo existe um rastreio sistemático do câncer de próstata. Os médicos estão divididos quanto à importância de rastrear. Os que estão contra usam o argumento de que o rastreio apenas permite saber mais cedo que o doente tem câncer, mas acabará por morrer na mesma altura.
Quem está a favor do rastreio acredita que as novas técnicas de tratamento irão permitir aumentar a esperança de vida dos doentes a quem for detectado o tumor.
"Não está nada provado, mas teoricamente pensamos que existem vantagens devido aos avanços terapêuticos", afirma este urologista. Mas na sua opinião, a grande aposta deverá estar na identificação precoce do carcinoma da próstata, que é diferente do rastreio porque não abrange a população em geral, mas submete a exames de diagnóstico os homens que têm fatores de risco, como história familiar ou sintomatologia.
Entretanto está em andamento um estudo financiado pela União Européia (UE) no sentido de esclarecer as dúvidas sobre a importância do rastreio no aumento da sobrevidadestesdoentes.
"No momento em que se provar que o rastreio aumenta a esperança de vida, os estados-membros da UE serão obrigados a recomendar fazer o PSA", explica Fernando Calais da Silva.
Atualmente continuam a existir algumas dúvidas sobre o número de homens que têm câncer da próstata. No nosso País ainda não existem dados seguros. "Efetuamos um estudo de detecção precoce do carcinoma da próstata e sabemos que a prevalência ronda os 3% em homens assintomáticos, entre os 50 e os 74 anos, numa amostragem de seis mil doentes", diz que em breve irá avançar com o primeiro estudo epidemiológico sobre esta doença em Portugal. O levantamento envolverá 600 doentes e terá em consideração, não só a história familiar das pessoas, mas também os seus hábitos alimentares. Este é um esforço para tentar perceber por que razão os países do Sul da Europa têm menos prevalência de câncer da próstata do que os do Norte.
Nos EUA o câncer de próstata é visto como um problema de saúde pública.
BRAQUITERAPIA: NOVA TERAPÊUTICA
É também nos EUA que se têm desenvolvido estudos sobre o tratamento deste tumor maligno, entre os quais o aperfeiçoamento da braquiterapia.
Esta técnica consiste na administração de irradiação à glândula prostática por uma fonte radioativa colocada no próprio interior da próstata.
"É um método alternativo à radioterapia externa, em que a fonte de radiação é exterior ao organismo, e, por conseguinte ao órgão e ao tumor", esclarece J. A. Vilhena Ayres acerca desta técnica, que pode ser uma alternativa ou um complemento às outras formas de tratamento de câncer da próstata.
Neste caso, são colocadas pequenas sementes, interligadas entre si e que se denominam stands, de material radioativo no interior da próstata, que serão a fonte da radiação no interior da própria glândula, com finalidade curativa. A grande vantagem é que, estando a fonte de radiação no interior da glândula e tendo um raio de ação muito pequeno, a quantidade de radiação que recebem os tecidos e órgãos que rodeiam a próstata é muito menor, assim como os efeitos secundários daí decorrentes.
Não se pode dizer que esta técnica seja absolutamente nova, pois já há algumas décadas que vinha sendo experimentada. A novidade prende-se com a forma como o material radioativo é colocado no organismo (evolução no cálculo da distribuição das sementes e o fato das sementes se apresentarem ligadas entre si - stand), que torna o tratamento mais eficaz e diminui o risco de efeitos colaterais.
"Agora, a implantação das sementes faz-se após dosimetria (cálculo da distribuição da radiação no órgão), extremamente precisa. O cálculo da distribuição da radiação é atualmente muitíssimo mais correto do que era antigamente. As sementes são colocadas sob orientação ecográfica através de agulhas que atravessam a pele. É um procedimento muito mais simples do que o anterior, que eram feitos a céu aberto", defende este médico.
Outra das grandes vantagens é o fato desta ser uma intervenção feita em meio hospitalar, mas sem necessidade de internamento.
"A aplicação das sementes é feita de uma só vez, enquanto que a radioterapia externa exige múltiplas sessões ao longo de seis semanas", explica J. A. Vilhena Ayres.
"Quanto aos resultados, o que podemos avaliar neste momento é que a tolerância é excepcional e os efeitos colaterais são praticamente inexistentes", acrescenta.
O método não pode, no entanto, ser aplicado de forma universal, tem que obedecer a certos requisitos técnicos. Só pode ser aplicado em doentes cujo volume da próstata não seja superior a 60 cc. O tumor deve ser de baixa agressividade. Esta técnica também não pode ser utilizada em pacientes que tenham sido submetidos à ressecção endoscópica da próstata. Mas, por outro lado, pode ser utilizada em doentes que não podem ser submetidos a outros tratamentos, como é o caso dos homens que sofrem de problemas cardíacos ou respiratórios.
Em Portugal a técnica só chegou em Maio deste ano, e foi utilizada em cinco doentes no Hospital Particular de Lisboa e também no Instituto de Urologia, por uma equipa constituída por um urologista, um radiologista, um físico e uma radioterapêutica. Esta é mais uma alternativa à radioterapia externa e à cirurgia, outros dos tratamentos curativos deste carcinoma. Como conclui o especialista, "é uns tratamentos mais simples, que irá ajudar a controlar o problema, não é nenhuma revolução, mas é mais uma nova perspectiva que se abre".
Algumas das vantagens da braquiterapia
· os doentes podem ser tratados em ambulatório, ou com apenas um dia de internamento. A maioria dos pacientes regressa ao trabalho no espaço de uma semana
· Baixa incidência de incontinência urinária, de complicações retais e alta preservação da potência,
· A braquiterapia pode ser aplicada em doentes com carcinoma da próstata localizado e também em doentes que não podem ser submetidos à cirurgia ou ao tratamento através de radioterapia externa
ANDROPAUSA.
Costumam chamar-se de Andropausa "a menopausa dos homens" e o certo é que esta designação não está longe da verdade. A andropausa é uma etapa do funcionamento dos testículos em que estes deixam de segregar os hormônios masculinos e outros hormônios essenciais ao homem.
Mas o que quer dizer isto? Com a suspensão da fabricação destes hormônios, existe um processo de envelhecimento mais rápido, surgem maiores problemas cardiovasculares e a vida sexual pode ir "por água abaixo". "Pode acontecer pouco a pouco uma rarefação dos pêlos, pode também surgir - sobretudo nos idosos que estejam sujeitos a alguma medicação - um aumento do volume das glândulas mamárias. Ou seja, aparecem sinais de desmasculinização e os testículos tornam-se relativamente moles", afirma o Dr. Mário Mascarenhas, médico especialista em endocrinologia, diabetes e metabolismo no Hospital de Santa Maria.
Também surgem problemas ósseos. "Tal como na mulher existem problemas ósseos, também a ausência dos esteróides conduz ao aparecimento de uma falta de cálcio que pode chegar à osteoporose", acrescenta.
Os problemas mais marcantes da andropausa podem acontecer nas funções sexuais. A libido pode diminuir (desejo sexual) como também podem ocorrer as disfunções sexuais erétil. Certo é que a partir da andropausa é mais difícil o homem manter a sua fertilidade, pois, os testículos deixam de produzir os elementos necessários para que isto aconteça.
Muitas vezes associados a fenômenos físicos, aparecem também problemas psicológicos, como a depressão. Não existe uma data para o aparecimento da andropausa, mas estima-se que possa surgir a partir dos 40 anos. Há certos fatores que tornam o seu aparecimento mais precoce: tabagismo, alcoolismo e maus hábitos alimentares.
Não existe um tratamento específico, mas existem maneiras de compensar a falta dos hormônios masculinos. Neste particular, a terapêutica hormonal de substituição ou os suplementos hormonais podem desempenhar um papel importante.